quarta-feira, 25 de julho de 2012

Fabulas e Definições

Rose Helena Menuzo Luvezutto


FÁBULAS --------- *
DEFINIÇÃO:
1 - Narrativa , curta e imaginária (fictícia) geralmente protagonizada por animais, destinada a ensinar alguma verdade ou preceito moral.

2 - A fábula, como se sabe, é um gênero que se baseia no processo alegórico que personifica virtudes e vícios humanos em animais.


3 - Nem todas as estórias sobre animais falantes são fábulas (somente contos morais).


4 - Segundo definição de dicionário, é “narração alegórica cujas personagens são, por via de regra, animais, e que encerra lição moral; apólogo; narração. 
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Este tópico está reservado postagem de Fábulas que possam ser lidos de uma só vez para as crianças (textos curtos).

Textos para leitura compartilhada.

ATENÇÃO: para melhor clareza e visualização, é bom pular linha entre os parágrafos e dar alguns espaços pois do contrário, a leitura que deveria ser prazerosa, torna-se cansativa aqui no computador e então, a vista embaralha e paramos a leitura pela metade, sem escolher alguma que seja interessante para trabalhar com as crianças.

Mas isto é só uma dica,  Ok?

Raposa e a Máscara

Um dia uma raposa entrou na casa de um ator e encontrou uma linda máscara no meio de uma pilha de objetos usados no teatro. Encostando a pata na máscara, disse:

- Que belo rosto temos aqui! Pena que não tenha cérebro.

Moral: Uma bela aparência não substitui o valor do espírito.

Do livro: Fábulas de Esopo

O Lobo e o Burro

Um burro estava comendo quando viu um lobo escondido espiando tudo o que ele fazia. Percebendo que estava em perigo, o burro imaginou um plano para salvar a pele. Fingiu que era aleijado e saiu mancando com a maior dificuldade. Quando o lobo apareceu, o burro todo choroso contou que tinha pisado num espinho pontudo.

– Ai, ai, ai! Por favor, tire o espinho de minha pata! – implorou. – Se você não tirar, ele vai espetar sua garganta quando você me engolir.

O lobo não queria se engasgar na hora de comer seu almoço, por isso quando o burro levantou a pata ele começou a procurar o espinho com todo o cuidado. Nesse momento o burro deu o maior coice de sua vida e acabou com a alegria do lobo. Enquanto o lobo se levantava todo dolorido, o burro galopava satisfeito para longe dali.

Moral: Cuidado com os favores inesperados.
Do livro: Fábulas de Esopo

O Lobo e a Cegonha

Um lobo devorou sua caça tão depressa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado na garganta.

Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para outro soltando uivos, e ofereceu uma bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta.

Com pena do lobo e com vontade de ganhar o dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo. Depois de tirar o osso, quis saber onde estava a recompensa que o lobo tinha prometido.

- Recompensa? – berrou o lobo. – Mas que cegonha pechinchona! Que recompensa, que nada! Você enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá de dentro sem um arranhãozinho. Você não acha que tem muita sorte, seu bicho insolente!? Dê o fora e se cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras!

Moral: Não espere gratidão ao mostrar caridade para um inimigo.
Do livro: Fábulas de Esopo

A Raposa e as Uvas
(Esopo)

Uma raposa passou embaixo de uma parreira carregada de lindas uvas.
Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo…

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança

Fonte: www.qdivertido.com.br 

A Menina do Leite
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A menina não cabia em si de felicidade. Pela primeira vez iria à cidade vender o leite de sua vaquinha.

Trajando o seu melhor vestido, ela partiu pela estrada com a lata de leite na cabeça.

Enquanto caminhava, o leite chacoalhava dentro da lata.
E os pensamentos faziam o mesmo dentro da sua cabeça.

"Vou vender o leite e comprar uma dúzia de ovos."
"Depois, choco os ovos e ganho uma dúzia de pintinhos."
"Quando os pintinhos crescerem, terei bonitos galos e galinhas."
"Vendo os galos e crio as frangas, que são ótimas botadeiras de ovos."
"Choco os ovos e terei mais galos e galinhas."
"Vendo tudo e compro uma cabrita e algumas porcas."
"Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e ..."

A menina estava tão distraída que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.

Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.

Moral: Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la.

Do livro: Fábulas de Esopo

Os Ladrões e o Galo
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Uma vez uns ladrões entraram numa casa, mas não encontraram nada que valesse a pena roubar, a não ser um galo. O coitado do galo disse a eles tudo o que um galo é capaz de dizer para tentar salvar a pele. Disse que eles não esquecessem como ele era importante para as pessoas com seu canto que acordava a todos na hora de ir trabalhar.

– Olhe, seu galo – disse um dos ladrões –, é melhor parar com essas conversa. Você passa o tempo acordando as pessoas e o resultado é que não conseguimos roubar sossegado.

Moral: Nem o que temos de melhor agrada a todo mundo.
Do livro: Fábulas de Esopo

A Velha e suas Criadas
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Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam.

De manhã bem cedo tinham que pular da cama, pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse.

As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo talvez pudessem dormir mais um pouco.

Por isso pegaram o galo e torceram seu pescoço.

Mas não estavam preparadas para as conseqüências do que fizeram. Porque o resultado foi que a patroa, sem o despertador do galo, passou a acordar as criadas ainda mais cedo e punha as duas para trabalhar no meio da noite.

Moral: Muita esperteza nem sempre dá certo.
Do livro: Fábulas de Esopo

O Parto da Montanha
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Há muitos e muitos anos uma montanha começou a fazer um barulhão. As pessoas acharam que era porque ela ia ter um filho.

Veio gente de longe e de perto, e se formou uma grande multidão querendo ver o que ia nascer da montanha.

Bobos e sabidos, todos tinham seus palpites.

Os dias foram passando, as semanas foram passando e no fim os meses foram passando, e o barulho da montanha aumentava cada vez mais.

Os palpites das pessoas foram ficando cada vez mais malucos. Alguns diziam que o mundo ia acabar.

Um belo dia o barulho ficou fortíssimo, a montanha tremeu toda e depois rachou num rugido de arrepiar os cabelos. As pessoas nem respiravam de medo. De repente, do meio do pó e do barulho, apareceu ... um rato.

Moral: Nem sempre as promessas magníficas dão resultados impressionantes.
Do livro: Fábulas de Esopo

O GALO E A JÓIA
Um galo estava ciscando no terreiro e, no meio da suja poeira, encontrou uma jóia.

-Ah - disse, triste, o galo - como ficaria feliz o meu dono se encontrasse esta jóia! Para mim, porém, ela é completamente inútil; eu preferiria ter achado um sabugo de milho. . .

O que para uns tem valor, para outros nada vale.
 
O PESCADOR E O PEIXE

Um pescador estava pescando e, depois de horas de pescaria, conseguiu apanhar um peixe muito pequeno. O peixinho lhe disse:

- Poupe minha vida e jogue-me de novo no mar. Dentro de pouco tempo, estarei crescido e você poderá pescar um peixe grande!

O pescador respondeu:
- Eu seria um tolo se te soltasse por uma pescaria incerta. . . .

Mais vale a certeza de hoje do que a incerteza de amanhã. 



A Mulher e sua Galinha

Uma mulher possuía uma galinha que lhe dava um ovo todo dia.

Ela pensava consigo mesma como poderia obter dois ovos por dia, ao invés de apenas um.

Finalmente, para atingir seu propósito, decidiu dar a galinha ração em dobro.

A partir daquele dia a galinha tornou-se gorda e preguiçosa e nunca mais botou nenhum ovo.

Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se tornar vítima de sua própria ganância.
Autor: Esopo 

O Corvo e o Jarro

Um Corvo que estava sucumbindo com muita sede encontrou um Jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita alegria.

Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza que o Jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível tirá-la de dentro.

Ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do Jarro, mas todo seu esforço foi em vão.

Por último ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e colocou-as uma a uma dentro da Jarra, até que o nível da água ficasse ao seu alcance e assim salvou sua vida.

Moral da História:
A necessidade é a mãe das invenções.
Autor: Esopo 

O Leão e o Rato

Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:

- Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.

O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o soltou.

Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas no chão.

O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:

- O senhor achou ridícula a idéia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; Mas agora sabe que é possível mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.

Moral da História:
Os pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.
Autor: Esopo 

A formiga e a pomba
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Uma Formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.
Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.
Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.
A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.
Autor: Esopo
Moral da História:
Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

Fábulas de Esopo 

O pastor e o lobo
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Um pastor de ovelhas achava a vida muito monótona. Por isso, inventava de tudo para se distrair. A sua diversão favorita era fingir que estava em apuros.

- Um lobo! Socorro! Socorro! - costumava gritar aos quatro ventos.
Quando as pessoas do povoado vinham em seu socorro, encontravam-no perfeitamente seguro, rindo a valer.

Um dia apareceu um lobo de verdade na frente do pastor. Desesperado, ele começou a gritar como sempre fazia:

- Um lobo! Socorro! Socorro!

Desta vez ninguém veio socorrê-lo, e o pastor teve de se esconder em cima de uma moita de espinhos, enquanto o lobo devorava todas as suas ovelhas.

Moral:Quando os mentirosos falam a verdade, ninguém acredita.
Esopo

O GALO E A PÉROLA
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Um galo que cavava a terra encontrou uma bela pérola que brilhava como sol.

Depois de se encantar com sua beleza, levou-a ao joalheiro mais próximo que conhecia.

Todos se encantaram com a beleza da pedra, seu tamanho e seu brilho.

O galo por sua vez, comentou:

- Verdadeiramente, esta pedra é de uma beleza extraordinária, porém seu valor para mim não é maior do que qualquer grão de milho ou aveia.
La Fontaine

MORAL: Seja honesto conforme suas necessidades.
Livro A magia das virtudes

A mula

Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e mesmo assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, era orgulho só dentro do curral; se portava como se fosse o mais importante animal do grupo. Era pura vaidade e arrogância. Senhora de si, dizia a si mesmo:

Meu pai com certeza foi um valoroso e Belo Raça Pura. Me sinto orgulhosa por herdar toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.

Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples burro de carga, ao sentir-se muito cansada, exclama desconsolada:

Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai pode Ter sido apenas um simples Asno.

Autor: Esopo
Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando em nós a semente da frustração.

O Cego e o Filhote de Lobo

Um Cego de nascença possuía a habilidade de distinguir diferentes animais, apenas tocando-os com suas mãos.

Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, e colocando-o em seu colo, pediram que o apalpasse e depois dissesse que animal era.

Ele correu as mãos sobre o animal e estando em dúvida, disse:

Eu com certeza não sei se isto é o filhote de uma Raposa ou o filhote de um Lobo; mas de uma coisa eu tenho certeza, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas.
Autor: Esopo
Moral da História: As más tendências são mostradas já na primeira infância.


A lebre e a tartaruga

Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e o passo lento da Tartaruga. A Tartaruga disse rindo: "Pensa você ser rápido como o vento; Mas Eu venceria você numa corrida."
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A Lebre, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Eles então concordaram que a Raposa escolheria o trajeto e o ponto de chegada.
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E no dia marcado, do ponto inicial eles partiram juntos. A Tartaruga, em momento algum parou de caminhar; com seu passo lento, mas firme, em direção à chegada.
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A Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, correu o mais rápido que podia, e viu que a Tartaruga já cruzara a linha de chegada, e agora descansava traquila depois do esforço.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito será o seu quinhão.


O Lobo e a Garça
Um Lobo, ao se engasgar com um pedaço de osso, prometendo uma grande soma em dinheiro, contratou uma Garça, para que esta colocasse a cabeça dentro da sua goela, e de lá pudesse retirá-lo.

Quando a Garça retirou o osso e pediu o pagamento combinado, o Lobo, rosnando feroz, exclamou:

Ora, Ora! Você já foi devidamente recompensada. Ao ser permitido que sua cabeça saisse a salvo de dentro da boca de um Lobo, você foi muito bem paga.
Autor: Esopo

Moral da História:
Ao servir a alguém de má índole, não espere recompensas, e ainda agradeça caso vire as costas e vá embora sem lhe fazer mal algum.


O Filhote de Cervo e sua Mãe
Certa vez um jovem Cervo conversava com sua mãe:

Mãe você é maior que um Lobo, é também mais veloz e possui chifres poderosos para se defender, por que então você tem tanto medo deles?

A Mãe amargamente sorriu e disse:

Tudo que você falou é verdade meu filho, mesmo assim quando eu escuto um simples latido de Lobo, me sinto fraca e só penso em correr o mais que puder.

Autor: Esopo
Moral da História:
Para a maioria das pessoas é mais cômodo conviver com seus medos e fraquezas, mesmo sabendo que são capazes de superá-los. 

O Cão e a Carne

Era uma vez um cão, que ia atravessando um rio.

Levava na boca um suculento pedaço de carne. Porém, viu na água do rio a sombra da carne, que era muito maior.

Prontamente ele largou seu pedaço de carne e mergulhou no rio para pegar o maior. Nadou, nadou e não achou nada, e ainda perdeu o pedaço que levava.

Moral da história: Nunca deixes o certo pelo duvidoso. De todas as fraquezas humanas a cobiça é a mais comum, e é, todavia a mais castigada.

As Árvores e o Machado

Um homem foi à floresta e pediu as árvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado. O conselho das árvores concordou com o seu pedido e deu a ele uma jovem árvore para este fim.

Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou furiosamente a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores da floresta.

Um velho Carvalho lamenta quando a destruição dos seus companheiros já está bem adiantada, e diz a um Cedro seu vizinho:

O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, ainda teríamos os nossos próprios e o direito de ficarmos de pé por muitos anos.

Moral da História:
Quem menospreza ou discrimina seu semelhante, não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa.


Autor: Esopo – Fabulista Grego, da Grécia antiga

Rose Helena Menuzo Luvezutto
 Acesso 25/07/2012 ás 19h40
 

FOLCLORE_ 3° ANO



A Lenda da Vitória-Régia

Cada estrela que brilha é uma linda índia que, por encantamento, se casou com Jaci, o guerreiro do céu, e lá do alto ilumina sua tribo com sabedoria.
Na tribo dos Maués, uma bela índia chamada Naiá observava Jaci, nome dado à lua, brilhando no céu e iluminando a noite. Desejando também ser uma estrela, apaixonou-se pelo guerreiro celestial.
Bravos guerreiros da tribo tentavam namorar Naiá, mas ela recusava todos eles.
Nas noites claras, ela enfeitava-se com flores, perfumava-se com ervas cheirosas e saia para admirar Jaci, que parecia ignorá-la.
Ao final de cada dia, Naiá corria em sentido oposto ao sol para tentar alcançar Jaci antes que ela surgisse no céu. Noite após noite. A tentativa de Naiá se repetia, até que adoeceu de tanto querer se casar com jaci e assim tornar-se uma estrela.
Uma noite Jaci brilhava tão intensamente, que Naiá mesmo doente, saiu em busca de alcançar seu amado.
Correu, correu muito. Cansada, parou na beira de um lago e quando se abaixou para tomar um pouco de água, viu o reflexo de Jaci na água e exultou de felicidade. Finalmente alcançaria seu amado.
Naiá não teve duvida e mergulhou nas águas profundas e desapareceu.
Jaci, vendo o sacrifício da índia, teve pena e resolveu transforma-la, não em uma estrela no céu, e sim numa estrela das águas: uma grande e majestosa flor amazônica que só abre suas pétalas ao luar e é conhecida como Vitória-Régia.

CURIOSIDADES DO CONTINENTE AFRICANO




- Até pouco tempo o rio Nilo, localizado no Egito, era considerado o maior do mundo. Porém, informações recentes revelaram que esse posto deveria ser assumido pelo brasileiríssimo rio Amazonas. Com 6.868 quilômetros, o rio que nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru, e
deságua no Oceano Atlântico, junto à Ilha de Marajó, é 173 quilômetros maior que o africano.
- Prata também para o deserto do Saara. Com uma área de mais de 9 milhões de quilômetros quadrados – maior que o Brasil! – ele perde para a Antártica, que têm 14 milhões de quilômetros quadrados desabitados. Isso mesmo! Quem disse que um deserto não pode ser constituído de neve e gelo?
- Já no clima da copa do mundo? Pois os africanos estão na maior animação. Isso porque, pela primeira vez na história, eles levarão cinco seleções para a disputa. São elas: Costa do Marfim, Angola, Gana, Togo e Tunísia. Façam suas apostas!

- Sabia que cinco países da África falam oficialmente o português?
Anote aí: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

- Das famosas “Sete Maravilhas do Mundo”, seis não existem mais. A única que restou está aonde? Na África! Trata-se da Pirâmide de Gisé, construída à margem do rio Nilo, no Egito, pelo faraó Quéops, há cerca de 4.560 anos. Ela foi erguida para servir de sepultura para o grande imperador.

- Conhecido pela sua grande juba e seu porte atlético, o leão é o maior felino que existe, podendo pesar até 250 quilos. Adivinha de onde ele é? Da África, casa de várias espécies de leões. Mas existem algumas também originárias de outros continentes, como o leão americano, da América do Norte, e o leão das cavernas, da Europa.

- A maioria dos habitantes do Ibo, uma ilha de Moçambique, é de religião mulçumana e não comem carne de porco. Assim, a feijoada do Ibo é recheada de galinha e camarão. Quem quer provar?

- Abará, acarajé, efó e vatapá. Todos são pratos conhecidos da culinária baiana e cujos nomes têm origem na língua dos iorubás – povo  africano do sudoeste da Nigéria. Muitos foram trazidos para o Brasil
como escravos e, claro! Influenciaram a nossa cultura.