FÁBULAS --------- *
DEFINIÇÃO:
1 - Narrativa , curta e imaginária (fictícia)
geralmente protagonizada por animais, destinada a ensinar alguma verdade ou
preceito moral.
2 - A fábula, como se sabe, é um gênero que
se baseia no processo alegórico que personifica virtudes e vícios humanos em
animais.
3 - Nem todas as estórias sobre animais
falantes são fábulas (somente contos morais).
4 - Segundo definição de dicionário, é
“narração alegórica cujas personagens são, por via de regra, animais, e que encerra
lição moral; apólogo; narração.
.
Este tópico está reservado postagem de
Fábulas que possam ser lidos de uma só vez para as crianças (textos curtos).
Textos para leitura compartilhada.
ATENÇÃO: para melhor clareza e visualização,
é bom pular linha entre os parágrafos e dar alguns espaços pois do contrário, a
leitura que deveria ser prazerosa, torna-se cansativa aqui no computador e
então, a vista embaralha e paramos a leitura pela metade, sem escolher alguma
que seja interessante para trabalhar com as crianças.
Mas isto é só uma dica, Ok?
Raposa e a Máscara
Um dia uma raposa entrou na casa de um ator e
encontrou uma linda máscara no meio de uma pilha de objetos usados no teatro.
Encostando a pata na máscara, disse:
- Que belo rosto temos aqui! Pena que não
tenha cérebro.
Moral: Uma bela aparência não substitui o
valor do espírito.
Do livro: Fábulas de Esopo
O Lobo e o Burro
Um burro estava comendo quando viu um lobo
escondido espiando tudo o que ele fazia. Percebendo que estava em perigo, o
burro imaginou um plano para salvar a pele. Fingiu que era aleijado e saiu
mancando com a maior dificuldade. Quando o lobo apareceu, o burro todo choroso
contou que tinha pisado num espinho pontudo.
– Ai, ai, ai! Por favor, tire o espinho de
minha pata! – implorou. – Se você não tirar, ele vai espetar sua garganta
quando você me engolir.
O lobo não queria se engasgar na hora de
comer seu almoço, por isso quando o burro levantou a pata ele começou a
procurar o espinho com todo o cuidado. Nesse momento o burro deu o maior coice
de sua vida e acabou com a alegria do lobo. Enquanto o lobo se levantava todo
dolorido, o burro galopava satisfeito para longe dali.
Moral: Cuidado com os favores inesperados.
Do livro: Fábulas de Esopo
O Lobo e a Cegonha
Um lobo devorou sua caça tão depressa, com
tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado na garganta.
Cheio de dor, o lobo começou a correr de um
lado para outro soltando uivos, e ofereceu uma bela recompensa para quem
tirasse o osso de sua garganta.
Com pena do lobo e com vontade de ganhar o
dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo. Depois de tirar o osso, quis
saber onde estava a recompensa que o lobo tinha prometido.
- Recompensa? – berrou o lobo. – Mas que
cegonha pechinchona! Que recompensa, que nada! Você enfiou a cabeça na minha
boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse
lá de dentro sem um arranhãozinho. Você não acha que tem muita sorte, seu bicho
insolente!? Dê o fora e se cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras!
Moral: Não espere gratidão ao mostrar
caridade para um inimigo.
Do livro: Fábulas de Esopo
A Raposa e as Uvas
(Esopo)
Uma raposa passou embaixo de uma parreira
carregada de lindas uvas.
Ficou com muita vontade de comer aquelas
uvas.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira,
mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora,
dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas
estão verdes, mesmo…
É fácil desdenhar daquilo que não se alcança
Fonte:
www.qdivertido.com.br
A Menina do Leite
.
A menina não cabia em si de felicidade. Pela
primeira vez iria à cidade vender o leite de sua vaquinha.
Trajando o seu melhor vestido, ela partiu
pela estrada com a lata de leite na cabeça.
Enquanto caminhava, o leite chacoalhava
dentro da lata.
E os pensamentos faziam o mesmo dentro da sua
cabeça.
"Vou vender o leite e comprar uma dúzia
de ovos."
"Depois, choco os ovos e ganho uma dúzia
de pintinhos."
"Quando os pintinhos crescerem, terei
bonitos galos e galinhas."
"Vendo os galos e crio as frangas, que
são ótimas botadeiras de ovos."
"Choco os ovos e terei mais galos e
galinhas."
"Vendo tudo e compro uma cabrita e
algumas porcas."
"Se cada porca me der três leitõezinhos,
vendo dois, fico com um e ..."
A menina estava tão distraída que tropeçou
numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.
Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as
galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.
Moral: Não se deve contar com uma coisa antes
de consegui-la.
Do livro: Fábulas de Esopo
Os Ladrões e o Galo
.
Uma vez uns ladrões entraram numa casa, mas
não encontraram nada que valesse a pena roubar, a não ser um galo. O coitado do
galo disse a eles tudo o que um galo é capaz de dizer para tentar salvar a
pele. Disse que eles não esquecessem como ele era importante para as pessoas
com seu canto que acordava a todos na hora de ir trabalhar.
– Olhe, seu galo – disse um dos ladrões –, é
melhor parar com essas conversa. Você passa o tempo acordando as pessoas e o
resultado é que não conseguimos roubar sossegado.
Moral: Nem o que temos de melhor agrada a
todo mundo.
Do livro: Fábulas de Esopo
A Velha e suas Criadas
.
Uma viúva econômica e zelosa tinha duas
empregadas. As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam.
De manhã bem cedo tinham que pular da cama,
pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo
cantasse.
As duas detestavam ter que levantar tão cedo,
especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão
cedo talvez pudessem dormir mais um pouco.
Por isso pegaram o galo e torceram seu
pescoço.
Mas não estavam preparadas para as
conseqüências do que fizeram. Porque o resultado foi que a patroa, sem o
despertador do galo, passou a acordar as criadas ainda mais cedo e punha as
duas para trabalhar no meio da noite.
Moral: Muita esperteza nem sempre dá certo.
Do livro: Fábulas de Esopo
O Parto da Montanha
.
Há muitos e muitos anos uma montanha começou
a fazer um barulhão. As pessoas acharam que era porque ela ia ter um filho.
Veio gente de longe e de perto, e se formou
uma grande multidão querendo ver o que ia nascer da montanha.
Bobos e sabidos, todos tinham seus palpites.
Os dias foram passando, as semanas foram
passando e no fim os meses foram passando, e o barulho da montanha aumentava
cada vez mais.
Os palpites das pessoas foram ficando cada
vez mais malucos. Alguns diziam que o mundo ia acabar.
Um belo dia o barulho ficou fortíssimo, a
montanha tremeu toda e depois rachou num rugido de arrepiar os cabelos. As
pessoas nem respiravam de medo. De repente, do meio do pó e do barulho,
apareceu ... um rato.
Moral: Nem sempre as promessas magníficas dão
resultados impressionantes.
Do livro: Fábulas de Esopo
O GALO E A JÓIA
Um galo estava ciscando no terreiro e, no
meio da suja poeira, encontrou uma jóia.
-Ah - disse, triste, o galo - como ficaria
feliz o meu dono se encontrasse esta jóia! Para mim, porém, ela é completamente
inútil; eu preferiria ter achado um sabugo de milho. . .
O que para uns tem valor, para outros nada
vale.
O PESCADOR E O PEIXE
Um pescador estava pescando e, depois de
horas de pescaria, conseguiu apanhar um peixe muito pequeno. O peixinho lhe
disse:
- Poupe minha vida e jogue-me de novo no mar.
Dentro de pouco tempo, estarei crescido e você poderá pescar um peixe grande!
O pescador respondeu:
- Eu seria um tolo se te soltasse por uma
pescaria incerta. . . .
Mais vale a certeza de hoje do que a incerteza
de amanhã.
A Mulher e sua Galinha
Uma mulher possuía uma galinha que lhe dava
um ovo todo dia.
Ela pensava consigo mesma como poderia obter
dois ovos por dia, ao invés de apenas um.
Finalmente, para atingir seu propósito,
decidiu dar a galinha ração em dobro.
A partir daquele dia a galinha tornou-se
gorda e preguiçosa e nunca mais botou nenhum ovo.
Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se
tornar vítima de sua própria ganância.
Autor: Esopo
O Corvo e o Jarro
Um Corvo que estava sucumbindo com muita sede
encontrou um Jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita
alegria.
Quando o alcançou, descobriu para sua
tristeza que o Jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível
tirá-la de dentro.
Ele tentou de tudo para alcançar a água que
estava dentro do Jarro, mas todo seu esforço foi em vão.
Por último ele pegou tantas pedras quanto
podia carregar, e colocou-as uma a uma dentro da Jarra, até que o nível da água
ficasse ao seu alcance e assim salvou sua vida.
Moral da História:
A necessidade é a mãe das invenções.
Autor: Esopo
O Leão e o Rato
Um Leão foi acordado por um Rato que passou
correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para
matá-lo, quando o Rato suplicou:
- Se o senhor poupasse minha vida, tenho
certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.
O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o
soltou.
Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi
capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas no chão.
O Rato, reconhecendo seu rugido, se
aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:
- O senhor achou ridícula a idéia de que eu
jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer
compensação pelo seu favor; Mas agora sabe que é possível mesmo a um Rato
conceber um favor a um poderoso Leão.
Moral da História:
Os pequenos amigos podem se revelar grandes
aliados.
Autor: Esopo
A formiga e a pomba
.
Uma Formiga foi à margem do rio para beber
água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.
Uma Pomba que estava numa árvore sobre a
água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga
subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.
Pouco tempo depois, um caçador de pássaros
veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da
Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.
A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe
uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu
chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.
Autor: Esopo
Moral da História:
Quem é grato de coração sempre encontrará
oportunidades para mostrar sua gratidão.
Fábulas de Esopo
O pastor e o lobo
.
Um pastor de ovelhas achava a vida muito
monótona. Por isso, inventava de tudo para se distrair. A sua diversão favorita
era fingir que estava em apuros.
- Um lobo! Socorro! Socorro! - costumava
gritar aos quatro ventos.
Quando as pessoas do povoado vinham em seu
socorro, encontravam-no perfeitamente seguro, rindo a valer.
Um dia apareceu um lobo de verdade na frente
do pastor. Desesperado, ele começou a gritar como sempre fazia:
- Um lobo! Socorro! Socorro!
Desta vez ninguém veio socorrê-lo, e o pastor
teve de se esconder em cima de uma moita de espinhos, enquanto o lobo devorava
todas as suas ovelhas.
Moral:Quando os mentirosos falam a verdade,
ninguém acredita.
Esopo
O GALO E A PÉROLA
.
Um galo que cavava a terra encontrou uma bela
pérola que brilhava como sol.
Depois de se encantar com sua beleza, levou-a
ao joalheiro mais próximo que conhecia.
Todos se encantaram com a beleza da pedra,
seu tamanho e seu brilho.
O galo por sua vez, comentou:
- Verdadeiramente, esta pedra é de uma beleza
extraordinária, porém seu valor para mim não é maior do que qualquer grão de
milho ou aveia.
La Fontaine
MORAL: Seja honesto conforme suas
necessidades.
Livro A magia das virtudes
A mula
Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não
trabalhar e mesmo assim receber uma generosa quantidade de milho como ração,
era orgulho só dentro do curral; se portava como se fosse o mais importante
animal do grupo. Era pura vaidade e arrogância. Senhora de si, dizia a si
mesmo:
Meu pai com certeza foi um valoroso e Belo
Raça Pura. Me sinto orgulhosa por herdar toda sua graciosidade, resistência,
espírito e beleza.
Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa
jornada, como simples burro de carga, ao sentir-se muito cansada, exclama
desconsolada:
Talvez tenha cometido um erro de avaliação.
Meu pai pode Ter sido apenas um simples Asno.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos
plantando em nós a semente da frustração.
O Cego e o Filhote de Lobo
Um Cego de nascença possuía a habilidade de
distinguir diferentes animais, apenas tocando-os com suas mãos.
Trouxeram-lhe então um filhote de Lobo, e
colocando-o em seu colo, pediram que o apalpasse e depois dissesse que animal
era.
Ele correu as mãos sobre o animal e estando
em dúvida, disse:
Eu com certeza não sei se isto é o filhote de
uma Raposa ou o filhote de um Lobo; mas de uma coisa eu tenho certeza, ele
jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas.
Autor: Esopo
Moral da História: As más tendências são
mostradas já na primeira infância.
A lebre e a tartaruga
Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas
curtas e o passo lento da Tartaruga. A Tartaruga disse rindo: "Pensa você
ser rápido como o vento; Mas Eu venceria você numa corrida."
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A Lebre, considerou sua afirmação algo
impossível, e aceitou o desafio. Eles então concordaram que a Raposa escolheria
o trajeto e o ponto de chegada.
xxxx
E no dia marcado, do ponto inicial eles
partiram juntos. A Tartaruga, em momento algum parou de caminhar; com seu passo
lento, mas firme, em direção à chegada.
xxxx
A Lebre, confiante de sua velocidade,
despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo.
Ao despertar, correu o mais rápido que podia, e viu que a Tartaruga já cruzara
a linha de chegada, e agora descansava traquila depois do esforço.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com
zelo e persistência, sempre o êxito será o seu quinhão.
O Lobo e a Garça
Um Lobo, ao se engasgar com um pedaço de
osso, prometendo uma grande soma em dinheiro, contratou uma Garça, para que
esta colocasse a cabeça dentro da sua goela, e de lá pudesse retirá-lo.
Quando a Garça retirou o osso e pediu o
pagamento combinado, o Lobo, rosnando feroz, exclamou:
Ora, Ora! Você já foi devidamente
recompensada. Ao ser permitido que sua cabeça saisse a salvo de dentro da boca
de um Lobo, você foi muito bem paga.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao servir a alguém de má índole, não espere
recompensas, e ainda agradeça caso vire as costas e vá embora sem lhe fazer mal
algum.
O Filhote de Cervo e sua Mãe
Certa vez um jovem Cervo conversava com sua
mãe:
Mãe você é maior que um Lobo, é também mais
veloz e possui chifres poderosos para se defender, por que então você tem tanto
medo deles?
A Mãe amargamente sorriu e disse:
Tudo que você falou é verdade meu filho,
mesmo assim quando eu escuto um simples latido de Lobo, me sinto fraca e só
penso em correr o mais que puder.
Autor: Esopo
Moral da História:
Para a maioria das pessoas é mais cômodo
conviver com seus medos e fraquezas, mesmo sabendo que são capazes de
superá-los.
O Cão e a Carne
Era uma vez um cão, que ia atravessando um
rio.
Levava na boca um suculento pedaço de carne.
Porém, viu na água do rio a sombra da carne, que era muito maior.
Prontamente ele largou seu pedaço de carne e
mergulhou no rio para pegar o maior. Nadou, nadou e não achou nada, e ainda
perdeu o pedaço que levava.
Moral da história: Nunca deixes o certo pelo
duvidoso. De todas as fraquezas humanas a cobiça é a mais comum, e é, todavia a
mais castigada.
As Árvores e o Machado
Um homem foi à floresta e pediu as árvores
que estas lhe doassem um cabo para o seu machado. O conselho das árvores
concordou com o seu pedido e deu a ele uma jovem árvore para este fim.
Logo que o homem colocou o novo cabo no
machado, começou furiosamente a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com
seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores da floresta.
Um velho Carvalho lamenta quando a destruição
dos seus companheiros já está bem adiantada, e diz a um Cedro seu vizinho:
O primeiro passo significou a perdição de
todas nós. Tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, ainda
teríamos os nossos próprios e o direito de ficarmos de pé por muitos anos.
Moral da História:
Quem menospreza ou discrimina seu semelhante,
não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa.
Autor: Esopo – Fabulista Grego, da Grécia
antiga
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Acesso
25/07/2012 ás 19h40